Sunday, June 17, 2007

Cá estou eu em Luanda novamente.

Mais do mesmo...
Mas com algumas diferenças que se vão notando, pouco a pouco:
  • O check-in no aeroporto da Portela decorreu num instante, enquanto antes havia uma fila considerável;
  • Lugares vagos no voo da TAAG, coisa que nunca tinha visto até ao momento;
  • Uma passadeira de bagagens única no aeroporto de Luanda e as bagagens a aperecerem num instante;
  • Pessoal novo a trabalhar no aeroporto, nomeadamente na polícia fiscal, despachados, atenciosos (tanto quanto um polícia fiscal o pode ser) e com ar de quem sabe o que está a fazer;
  • A total ausência dos gandulos e cravas que infestavam o aeroporto de Luanda;
Para compensar tudo isto, não estava ninguém à nossa espera (encontrei outro consultor da Lxxxxxxl à saída do aeroporto). O homem que nos devia ter vindo buscar (o Sr. Mil, quem diria) não aparecia e tinha o telefone desligado. Meia dúzia de telefonemas depois tinhamos o Dom, o Arm o Mil à nossa beira e o caso foi esclarecido: o sr. Mil saiu da discoteca e foi dormir para o estacionamento do aeroporto. Tudo estaria bem se não tivesse o telefone desligado. Imagino a piçada que o Dom não lhe mandou...

E assim vão as minhas glórias em Luanda.

Monday, May 14, 2007

Notícias & Novidades de Luanda

Cá cheguei a Angola, após 7 horas encafuado num avião. Como sei que estão cheios de saudades minhas e roídos por saber notícias da minha pessoa, aqui vos envio um piqueno resumo do que foi a minha vida nestas ultimas 24h.

  • Por causa das caixas com material que trouxe para a formação, malhei com os ossos na Alfândega durante umas 4 horas, debaixo do calor e humidade que se sabe, a suar as estopinhas e a morrer devagarinho;
  • Não fiquei hospedado no canil mas no apartamento que a Lxxxxxxm entretanto preparou para receber os consultores que cá manda;
  • Apanho 5 redes wireless, mas todas protegidas. Consta, no entanto, que nos dias de semana se consegue apanhar uma rede wirelesse aberta se o pc estiver aqui neste canto da mesa de jantar - suspeito que seja boato, ou que dependa muito do alinhamento dos astros;
  • Aqui ao lado há um restaurante que faz uma comida magnífica, em belas doses e vem entregar ao domicílio, pelo que como magnificamente e com todas as mordomias;
  • A Dona Lucília, que toma conta do apartamento da Lxxxxxl, é uma querida e trata-nos nas palminhas;
  • Afinal vou dar formação das 8h00 às 14h00, pelo que tenho de me levantar cedo na mesma;
E assim vão as minhas glórias em Luanda.

Friday, May 11, 2007

E lá vou eu de novo...

É verdade: lá vou eu de novo...
O voo está previsto para amanhã, dia 11 de Maio, às 23h30.

Isso quer dizer que haverão novas crónicas em breve. Fiquem atentos!

Tuesday, April 3, 2007

Saturday Night Caganeira ou A Pior Pizza do Mundo...


O canil onde estamos hospedados tem a capacidade de nos surpreender sempre, mesmo quando julgamos já ter visto tudo. Talvez esta seja uma forma que a Mãe África encontrou de nos devolver alguma humildade ao espírito e de nos proporcionar em cada estadia no Hotel Forum uma oportunidade de crescimento espiritual.

- “Ah julgam que já viram tudo, mindele ignorantes? Pois vou-lhes dar uma lição de humildade extra-programa!...” – sussurrou-nos Mãe África ontem à noite ao ouvido, assim muito ao de leve. Tão ao de leve que não a levámos muito a sério e insistimos em experimentar comer pizza no Hotel Forum. E continuámos a insistir, mesmo depois de vermos os dois sul-africanos da mesa do lado mandarem a pizza para trás, reclamando tanto quando o desconhecimento do português lhes permitia reclamar.

Mais tarde, já sentado onde me sentei para lidar com consequências da dita pizza, encetei diálogo com voz que me falava dentro da cabeça - e que sei ser a voz de África a falar à minha consciência, apesar de o Bruno insistir que ainda estou a delirar com indigestão causada pela pizza.

- Ah Mãe África!... Praxaste os karkamanos com a infernal pizza, e eu compreendo. Mas nós?... Nós somos portugueses... Somos especiais. Somos da raça dos mindele que te amaram como nenhuns outros. Somos descendentes daqueles que verteram sangue, suor e lágrimas tentando lançar a sua raiz nesta terra mágica. Somos do sangue daqueles que pagaram com doenças e até com a vida o direito a sentirem pertencer a essa terra vermelha, para mais tarde verem o seu amor sucumbir a uma doença pior. E mesmo assim praxas-nos com a pizza mais sebosa do mundo, que nos revolta as entranhas e nos faz arrotar a pasta de celulose? É injusto, porra...

E Mãe África sorri, condescendente e divertida com a minha indignação...

- “Vens para cá, mundele, todo vacinado, munido dos teus comprimidos para tudo o que é maleita... Bebes da água engarrafada... Escapas-te ao paludismo, à cólera, à febre amarela. Cuidavas mesmo não haver um preço a pagar por beber a água do Bengo?”

Kulabeka huxi! E faz-se luz: Lavoisier afinal não é mau! Lavoisier, o temível cozinheiro brasileiro do hotel Forum, é apenas um pequeno instrumento dos planos divinos. Nem deve ter consciência disso, mas ele é uma das peças na máquina do destino, com a sua função bem definida nos desígnios do universo: fazer-nos pagar o direito a sentir o pôr-do-Sol na terra vermelha.


Para a próxima não vou tomar a profilaxia da malária. Depois desta pizza o paludismo tornou-se num mal RELATIVO.

Friday, March 30, 2007

Chupámos Chupámos...


Ontem, 4ª feira, saímos do XXX (local onde nos encontrávamos) com o Edú e fomos ter com uns amigos dele, ex-colegas da Faculdade.

Pouco devia passar das 17h quando chegámos ao restaurante onde estava programada a tertúlia. Assim que nos sentámos foi só chupar, chupar, chupar, que é como que diz emborcar no calão cá do burgo.

Uns quantos canecos depois já se discutia de forma bastante acesa a teoria da relatividade. Nunca Einstein sonhou que a relatividade pudesse estar aberta a tantas interpretações e que pudesse inspirar tão acesa discussão sobre a sua teoria. Newton também deve ter dado umas voltas no túmulo quando o binómio acção-reacção foi assunto de conversa, ainda que num contexto psico-sociológico.

Depois começou a apertar a fome e comemos um Kalulu (prato típico que inclui peixe tipo garoupa / corvina cozinhado com quiabos e mais não sei quê) acompanhado de feijão com óleo de palma e um funge. Não só é uma maravilha como abafa o alcool emborcado.

Pelas 21h já estava tudo possuído e desgraçado e lá nos arrastámos até ao canil. Para evitar a ressaca, mastigámos um pouco de cana de açúcar que, garantiram-nos os especialistas, é remédio santo.

Uma maravilha! Não admira que os franceses tenham tanta inveja de nós.




Thursday, March 29, 2007

Novos Talentos Musicais em Luanda

Como a Free Music não podia ficar alheia ao fenómeno musical local, colocamos aqui alguns exemplos do que de maior furor tem feito por estas bandas!





Imagino o sucesso que estes "artistas" faziam em Portugal :P


O Enigma do Segurança Coxo


No sábado passado (24 Março) tivemos de ir trabalhar. Como a nossa formanda mais importante se ia ausentar por uma semana, propuseram-nos que realizássemos uma sessão de formação extraordinária numa tentativa de compensar a matéria que seria perdida durante a ausência. Prestáveis como somos, aceitámos de imediato (estúpidos!!!!!).

Combinou-se a coisa para as 8 da matina. O Edu prometeu lá estar 15 minutos antes para ligar os servidores, de modo a termos acesso à internet. Pedimos ao motorista para nos apanhar no hotel às 7h30, o que ele lá aceitou sob protesto sempre afirmando que ninguém apareceria antes das 8h30 ou 9h00. Ignorámo-lo... (estúpidos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)

Lá chegámos poucos minutos antes das 8h00... e nem sinal de Edu nem de doutora. Os seguranças, prestáveis, deixaram-nos entrar puseram-nos à vontade para nos sentarmos descansados na salinha da segurança – a entrada para o interior das instalações estava trancada – enquanto eles palravam alegremente nas escadas.

Reparámos então que um deles tinha deixado a muleta encostada à secretária. Ficámos intrigados: nenhum deles aparentava ser coxo. Concluímos que deve ser um acessório de moda.

A doutora apareceu às 8h40... O Edú apareceu pouco depois...


A julgar pelos livros pousados sobre a secretária (ver detalhe abaixo) os seguranças, além de coxos, são uns gajos religiosos.

Almoço no Rialto


Fomos almoçar ao Rialto - uma pizzeria perto do local de trabalho.


Apeteceu-nos partilhar convosco o aspecto de uma pizza de 28€.



Chega de Lavoisier!


Fartámo-nos!...

Fartámo-nos da comida do Lavoisier. Fartámo-nos do bar que fecha às 23h00 e nos deixa sem nada para trincar depois disso. Fartámo-nos de ir para a cama com um rato a roer no estômago. Fartámo-nos de pagar uma fortuna por uma miserável cervejola.

Armámo-nos em grandes malucos, enchemos o peito de ar e fomos a um supermercado comprar bolachas, cerveja e tudo o mais que um homem necessita para sobreviver em África. Chegados ao hotel percebemos que as garrafas de cerveja estavam num estado tal de imundice que tiveram que ser lavadas com água e sabão. Foi um preço barato. Ficámos bem abastecidos.



Lavoisier - Grande Mestre Culinário


Cada dia é uma especialidade...

Mas o Lombo de Porco à Tropeiro - Loin of Filthy à Tropoeiro - é sempre um sucesso!


Foto do menu do restaurante do Lavoisier:


Sem comentários :)

Wednesday, March 28, 2007

Primeiro dia de formação!

A vida por cá, vai andando... noite e dia...

Estamos juntos! Nas calmas, ya? Sem makas!

De dia:


De noite:



Wednesday, March 21, 2007

Chegada Atribulada

Dia 19 Março, pelas 4h da manhã, hora de Angola no Aeroporto de Luanda, tinhamos acabado de chegar!
Mal saimos do avião levámos com o bafo quente e humido dos 26 graus que já se faziam sentir de madrugada.
Depois de 7h de viagem sem dormir graças ao "espaçoso" lugar no avião e 4h na sala de detenção de emigração e fronteiras lá conseguimos chegar ao famoso "Canil", também conhecido por Hotel Forum.
Visto termos chegado tarde, acabámos por adiar a formação para 3ª feira, 20 Março para tentarmos descansar um pouco.
A primeira refeição pelo Sr. Lavoisier deu para sobreviver e após isso preparámos o primeiro dia de formação.
Acordámos às 6h30 e começou a guerra!

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